domingo, 24 de fevereiro de 2008

o avesso do avesso do acaso do avesso

em frente a um certo bar leblon, uma amiga, dois chopps e a conta. pensei que não podia errar o bar, já que o acaso mal interpretado forçadamente causaria um mal estar. não dei chance pra esse acaso, mas assim mesmo um outro resolveu aparecer na vida, e acabei a noite chez tio sam (estaria ele efetivamente querendo conhecer a nossa batucada? sei nao.) discutindo cinema, "crítica", "pseudo-intelectualismo" e a clássica homens vs mulheres.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008



tá bom, já entendi. mas não pense que você me conhece, sabe o que eu penso sobre tudo ou como eu gosto de tomar café. não vai achando que ter convivido por tanto tempo significa alguma coisa ou que conhecer dois ou tres amigos meus do rio te dá a prerrogativa de opinar sobre minhas finanças. prioridade é prioridade, desejo é desejo, vontade é vontade, sacanagem não é nada mais que sacanagem. nem vem com essa, porque o mundo não é plano e as pessoas não se dividem entre bem e mal, uma pessoa não é a mesma sempre e na verdade nem deveria ser. você nunca me viu com raiva, raiva de verdade, nem vai me ver sorrindo pra você de novo tão cedo. não sabe da maravilha que é acordar e passear pelo leblon, e também não sabe que até isso me angustia. nunca me viu fazendo merda e chegando com cara de culpada, tomando cerveja de garrafa em um bar sujo e saindo de lá pra tomar um cosmopolitan, de havaianas e maquiagem. então vai cuidar da sua vida e deixa que da minha cuido eu.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

enquanto eu puder cantar

o que eu queria era gritar bem alto e dizer tudo aquilo que tava engasgado há tanto tempo pra eles todos, coisas que minha diplomacia nunca deixou, dizer que aquilo nao tava legal, que as coisas nao mudam assim desse jeito, que pelo menos respeito é fundamental, que eu nao aguento mais ficar nessa esperando e que um dia eu surto e vou virar aeromoça nos emirados arabes  aí ninguém mais vai saber de mim. mas as coisas mudaram,  e eu não falei nada disso.


domingo, 27 de janeiro de 2008

Além do que se vê

Há muito tempo, me apropriei da teoria de um amigo que diz que todo mundo tem um talento oculto. Trata-se de alguma coisa que a pessoa faz melhor que qualquer outra pessoa no mundo.
Não serve qualquer um. O talento oculto do Schumacher não é dirigir e o do Diogo Mainardi não é falar besteira, afinal o talento é oculto, e não escancarado.
Também não serve algo que sirva pra alguma coisa. O talento oculto é necessariamente inútil. Tenho um amigo cujo talento oculto é assistir a dois ou mais jogos de futebol na televisão e ir trocando de canal sem nunca perder um gol. Outro arremessa bolinhas de papel nos outros como ninguém.
É tipo o Bradesco que se gaba de ter a maior árvore de natal flutuante do mundo. Como se o mundo inteiro estivesse preocupado em fazer árvores de Natal gigantes.
E o meu talento oculto é... bem, eu aperto a alça do soutien de outrem em lugares públicos, sem que ninguém perceba, de maneira impecável. Será que eu posso trocar?
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Os blocos do Rio estão deixando a desejar no quesito animação. Ah, e essa história de uma música só tinha que parar. Ninguém merece ficar pulando duas horas ao som da MESMA melodia.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Feliz Natal!






Como todo ano, acordo em BH com meus primos me chamando. Como todo ano, saio pra fazer as últimas compras antes do almoço com a mulherada da familia, enquanto os homens ficam em casa assistindo televisão. Como todo ano, voltamos e almoçamos. Bastante.

Trocamos presentes, fingimos surpresa com aqueles que nós mesmos escolhemos, sonequinha.

Como todo ano, somos acordados pela vovó. Ajudamos na arrumação da casa, temos que nos arrumar também e ficar cheirosinhos. As pessoas chegam, a vovó puxa uma oração, depois o Pai Nosso e no fim todo mundo canta Noite Feliz. É difícil não rir nessa hora.

De certa forma, é reconfortante fazer tudo sempre igual. E de ano em ano, cresce a certeza de que os mineiros são o povo mais simpático do planeta.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Mais um ano acabando e só se fala nisso.

Retrospectiva 2007 na TV, personalidades do ano na Veja e até os filmes que tiveram a maior bilheteria de janeiro a dezembro.

De uma hora pra outra, fica impossível levar sua vida normalmente como se nada estivesse acontecendo, porque tiram seu livre-arbítrio e você é praticamente obrigado a comparecer a todas as mil confraternizações de fim de ano do grupo de patinação artística até o grupo das pessoas que fazem francês. E o pior: mil amigo ocultos (?!? -plurais estranhos) e todos os parentes chegando no Rio, onde você não pode ficar porque toda a família da sua mãe na verdade é de Minas.

Também é complicado escapar dos balanços individuais e aí a coisa fica feia. Balanço do ano: um estágio legal, um término de relacionamento conturbado, um Festival do Rio, um curso de meditação, algumas cervejas, Nova York, um pré-longa, muitos amigos, poucos amores.

Dada a inevitabilidade do momento presente, me rendo e vou acabar fazendo listinhas de resoluções para 2008 (mas essas são só minhas).