acontece que tem horas que não dá mais pra controlar tudo. que a atenção vai para onde ela bem entende e tudo o que dá pra fazer é respirar fundo e tentar se manter ali atrás de si mesma.
nem sempre o tom blasé resolve, nem sempre falar que não liga funciona e nem sempre a yoga recupera o foco.
quem sabe às vezes o bacana seja mesmo jogar pro alto e se jogar, mesmo com o risco sempre iminente da queda de um lugar assustadora- e estrogonoficamente alto.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
terça-feira, 29 de julho de 2008
Acho que quando tudo é mais intenso fica impossível se manifestar aqui.
É sempre complicado começar pela primeira linha e seguir aquela ordem cronológica (ou não), aquela ordem clássica do texto-bem-escrito. E os projetos da vida de verdade vão entrando no meio do caminho, então a gente aproveita os espaços aqui pra escolher pra onde vai o assunto, é tipo controlar o discurso.
Andar pelo Leblon já não é a mesma coisa, acabaram com o McDonald's (e aqueles marqueteiros acham que enganam quem, ele não mudou de endereço, ele simplesmente não existe mais) e boemia deve ter mudado de bairro. Ou foi a Lei Seca que afastou... mas os boêmios do Leblon saíam a pé...
Pois bem, temos um filme inscrito no Edital de Curtas da RioFilme e outro selecionado para a competitiva do Festival Universitário. Como é voto popular, os amigu e os amigu dus amigu estão mais que convocados! Programa aqui. Sexta e sábado, perfeitamente factível.
É sempre complicado começar pela primeira linha e seguir aquela ordem cronológica (ou não), aquela ordem clássica do texto-bem-escrito. E os projetos da vida de verdade vão entrando no meio do caminho, então a gente aproveita os espaços aqui pra escolher pra onde vai o assunto, é tipo controlar o discurso.
Andar pelo Leblon já não é a mesma coisa, acabaram com o McDonald's (e aqueles marqueteiros acham que enganam quem, ele não mudou de endereço, ele simplesmente não existe mais) e boemia deve ter mudado de bairro. Ou foi a Lei Seca que afastou... mas os boêmios do Leblon saíam a pé...
Pois bem, temos um filme inscrito no Edital de Curtas da RioFilme e outro selecionado para a competitiva do Festival Universitário. Como é voto popular, os amigu e os amigu dus amigu estão mais que convocados! Programa aqui. Sexta e sábado, perfeitamente factível.
domingo, 13 de julho de 2008
Só porque ontem estava tentando cantarolar essa música...
Cena Inicial do Filme Manhattan, de Woody Allen. Música do Gershwin
segunda-feira, 19 de maio de 2008
conversa de botas batidas
... chegamos em casa correndo, eu dirigindo, papai travando a cada movimento mal-calculado. abrimos a porta, corredor interminável, ela ainda esboça uma reação. a gente nesse ponto já se satisfaz com qualquer coisa, mas dá pra sentir que pra frente não vem mais nada. tentamos em vão chamar por ela, mas pra quê?, ela já tá longe, do jeito que ela tinha pedido.
...
de manhã a gente acorda da pseudo- noite-de-sono, pega o carro, olhos mareados e fixos no horizonte. se olhar demais é pedir pra perder a compostura. o primeiro que chega fala:
-Meus sentimentos.
depois, outros:
- Meus pêsames.
Os mais formais:
- Minhas condolências.
Os inconvenientes:
- E agora, vai morar onde?
nessa hora, abraça forte e deixa por isso mesmo. bom mesmo é ter a sorte de contar com amigos queridos nessa hora. desses que não vão falar nada, mas vão estar ali. parafraseando joão bosco: obrigado, gente!
...
de manhã a gente acorda da pseudo- noite-de-sono, pega o carro, olhos mareados e fixos no horizonte. se olhar demais é pedir pra perder a compostura. o primeiro que chega fala:
-Meus sentimentos.
depois, outros:
- Meus pêsames.
Os mais formais:
- Minhas condolências.
Os inconvenientes:
- E agora, vai morar onde?
nessa hora, abraça forte e deixa por isso mesmo. bom mesmo é ter a sorte de contar com amigos queridos nessa hora. desses que não vão falar nada, mas vão estar ali. parafraseando joão bosco: obrigado, gente!
quinta-feira, 24 de abril de 2008
meu não-post de hoje
Hoje eu não vou falar sobre a menina Isabella Nardoni, não vou dar opinião sobre Obama ou Hillary e muito menos vou comentar a história do padre que voou de balões de festa. Também não vou dizer que agora o Rio tem terremoto e ressaca na Baía da Guanabara e que é bom estarmos todos preparados para uma Tsunami em Copacabana. Não vou contar como foi meu feriado, nem meus planos para o próximo, nem vou dividir meus dilemas profissionais. Porque hoje o que eu quero é viver.
Como diz o amigo M. : Não sei se quero ver minha vida passar pela janela do explorer.
Como diz o amigo M. : Não sei se quero ver minha vida passar pela janela do explorer.
terça-feira, 15 de abril de 2008
diz que fui por aí
fui engolida pelas horas em frente aos livros sobre o oriente médio ou à beira do leito de vovó. aprendi quem foi conde bernardotte e também a dar comida na boca de um paciente aficcionado por caqui. quando tenho folga dessas funcoes, posso ser encontrada pendurada de cabeca pra baixo em panos coloridos ou, ninguém é perfeito, trabalhando.
minha diversão atual: no meio do meu livro que utiliza expressões como invectivado e diatribes na mesma página, encontrar frases como: "falar sobre imperialismo no alvorecer do séc XXI parece bizarro. o conceito saiu de moda e seu desuso só pode ser comparado à unânime negativa, vigente entre os estilistas modernos, de restaurar as polainas como componente importante do vestuário."
terça-feira, 8 de abril de 2008
rapidinhas sobre maratona, hospital e corrida
em tempos de montanha russa emocional, não aguentei ver os três filmes programados na maratona. vi My Blueberry Nights e gostei bastante, ao contrário de alguns amigos cinéfilos presentes à sessão. a cinefilia tem disso: às vezes parece que não se pode simplesmente gostar de um filme, tem que refletir, apontar erros e acertos, filosofar sobre planos e cores. eu simplesmente gostei e não se fala mais nisso.
no domingo, tive a grande idéia de fazer uma prova de corrida (revezamento 10 x 4km) e me impressionei com a quantidade de pessoas que se dispõe a chegar às sete da manhã ao aterro do flamengo para correr. quem vive a vida na boemia nem imagina que essas pessoas existam. no máximo cruza com elas na volta pra casa.
no domingo, tive a grande idéia de fazer uma prova de corrida (revezamento 10 x 4km) e me impressionei com a quantidade de pessoas que se dispõe a chegar às sete da manhã ao aterro do flamengo para correr. quem vive a vida na boemia nem imagina que essas pessoas existam. no máximo cruza com elas na volta pra casa.
hospital é muito estranho. cada hora dizem uma coisa, no final nem sei mais o que pensar. sei que tão cedo a oma não sai de lá e fico pensando que deve ser insuportável ficar presa 36 dias sem sair do quarto.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
...
As coisas já andavam meio vagarosas neste último mês, mas tentei pôr a culpa nas coisas mais variadas. Agora que eu descobri o que é, não tem jeito: é ele quem não me deixa dormir, foi ele quem me fez chorar de raiva ontem, foi ele que não me deixou curtir o samba, mesmo muito bem acompanhada. É ele quem me faz querer colo da minha avó, ficar arrepiada de pensar que eu não sei quando ela vai sair do hospital. Foi ele que me fez querer jogar uma bomba na sede da Nextel e da Claro, que não me deixa ficar animada com a prova de corrida domingo. Pra falar a verdade, ele me fez não ficar ansiosa com a Maratona Odeon hoje, mesmo com o novo filme do Wong Kar-Wai. Decididamente, é o cansaço.
domingo, 23 de março de 2008
anuir e coçar
Domingo de feriado é sempre pior que Domingo normal. Principalmente quando o feriado já começa com cara de domingo - péssimo sinal.
A verdade é que a PUC de manhã desanima. Não me conformo com o prognóstico de passar mais um ano da minha vida frequentando o espaço com o microclima mais propenso a chuvas do Universo. Ter que acordar de manhã e pensar que eu nem sei exatamente se não era pra ter feito engenharia ou ciências sociais em vez de jornalismo.
Na PUC, especialmente na comunicação, todo mundo é filho de. Filho de Fulano, Beltrano e todas as variações. Todo mundo se conhece, já estudou junto, já se pegou, já falou mal do outro que está conversando efusivamente. É complicado saber quem cumprimentar. O pior é estar no corredor deserto e ver alguém levemente conhecido se aproximar, vindo na outra direção. Você não sabe se dá oi, se finge que não você conhece. Aí o jeito é apelar para a solução mais medíocre de todas: você anui. Anuir fica entre a saudação e o nada. É dar a entender que você sabe quem o outro é, mas não tem nada construtivo a dizer, então recorre ao tão familiar movimentozinho da cabeça.
Sábios são aqueles que recorrem a soluções criativas, tipo usar óculos escuros dentro do prédio, ou aqueles que simplesmente evitam o corredor em horários menos movimentados. Mas eu também posso ser só uma anti-social que passou uma páscoa sem chocolate e perde tempo com esse pequeno dilema burguês que não acrescenta nada à vida de ninguém.
A verdade é que a PUC de manhã desanima. Não me conformo com o prognóstico de passar mais um ano da minha vida frequentando o espaço com o microclima mais propenso a chuvas do Universo. Ter que acordar de manhã e pensar que eu nem sei exatamente se não era pra ter feito engenharia ou ciências sociais em vez de jornalismo.
Na PUC, especialmente na comunicação, todo mundo é filho de. Filho de Fulano, Beltrano e todas as variações. Todo mundo se conhece, já estudou junto, já se pegou, já falou mal do outro que está conversando efusivamente. É complicado saber quem cumprimentar. O pior é estar no corredor deserto e ver alguém levemente conhecido se aproximar, vindo na outra direção. Você não sabe se dá oi, se finge que não você conhece. Aí o jeito é apelar para a solução mais medíocre de todas: você anui. Anuir fica entre a saudação e o nada. É dar a entender que você sabe quem o outro é, mas não tem nada construtivo a dizer, então recorre ao tão familiar movimentozinho da cabeça.
Sábios são aqueles que recorrem a soluções criativas, tipo usar óculos escuros dentro do prédio, ou aqueles que simplesmente evitam o corredor em horários menos movimentados. Mas eu também posso ser só uma anti-social que passou uma páscoa sem chocolate e perde tempo com esse pequeno dilema burguês que não acrescenta nada à vida de ninguém.
quinta-feira, 20 de março de 2008
Diário de uma campanha impossível
Um dia eu cheguei na médica e ela disse que desse jeito não dá, que você tem que fazer dieta, parar de fumar e fazer exercícios regularmente. Acho que meu erro foi exatamente nessa hora: eu não deveria ter concordado. Porque depois desse momento a gente virou cúmplice, então quando eu cheguei lá um mês depois tendo emagrecido míseros 400g, ela se achou no direito de me pressionar. Saí de lá me sentindo super culpada, como se eu tivesse decepcionado enormemente alguém da minha confiança, mas não, ela até ganha mais dinheiro com a minha demora.
O resultado disso tudo é que eu abdiquei da vida social, sou uma pessoa que acorda às 6h, vai pra aula às 7h, pro trabalho às 14h e vai DIRETO PRA ACADEMIA. Sério, eu nunca entendi essas pessoas, e agora eu virei uma delas. Agora minha vida se resume a saladinhas com peixinho, salada de frutas é luxo, cortaram minha cerveja e eu corro na esteira ouvindo música de night. Isso sem falar nos gritos de motivação do professor, que fica no bem bom assistindo ao suor alheio.
Até aí, ok, a equação funciona assim: você abdica da vida social por um tempo pra ter mais qualidade no tempo seguinte e por aí vai. O problema é ir ao McDonald´s com seus colegas de trabalho e ficar visualizando as cenas do Super Size Me e as substâncias químicas do mal infectando o seu corpo, antes tão saudável e limpinho. OK. Estou surtando.
O pior é ver essas velhinhas de 100 anos que beberam e fumaram a vida inteira e estão tranquilonas, enquanto a maioria dos esportistas tá aí enfartando aos 70. É pra ficar desmotivada ou não é?
O resultado disso tudo é que eu abdiquei da vida social, sou uma pessoa que acorda às 6h, vai pra aula às 7h, pro trabalho às 14h e vai DIRETO PRA ACADEMIA. Sério, eu nunca entendi essas pessoas, e agora eu virei uma delas. Agora minha vida se resume a saladinhas com peixinho, salada de frutas é luxo, cortaram minha cerveja e eu corro na esteira ouvindo música de night. Isso sem falar nos gritos de motivação do professor, que fica no bem bom assistindo ao suor alheio.
Até aí, ok, a equação funciona assim: você abdica da vida social por um tempo pra ter mais qualidade no tempo seguinte e por aí vai. O problema é ir ao McDonald´s com seus colegas de trabalho e ficar visualizando as cenas do Super Size Me e as substâncias químicas do mal infectando o seu corpo, antes tão saudável e limpinho. OK. Estou surtando.
O pior é ver essas velhinhas de 100 anos que beberam e fumaram a vida inteira e estão tranquilonas, enquanto a maioria dos esportistas tá aí enfartando aos 70. É pra ficar desmotivada ou não é?
terça-feira, 18 de março de 2008
pra você.
Essa é pra quem está sempre bem vestida.
É pra quem fuma cigarro de homem com as unhas minuciosamente bem acabadas.
Pra quem sai do Leblon e vai até a Barra só pra me fazer companhia.
É pra quem liga pra saber como as amigas estão.
É pra quem sabe a dor e a delícia dos cabelos caheados.
É pra quem sabe o que é tomar uma Marguerita Frozen em 2m32s e ficar com dor de cabeça depois.
É pra quem faz Direito, mas só anda com gente de Comunicação.
É pra quem se dá bem com a minha família, da irmã mais nova à avó de 90 anos.
É pra quem compartilha o gosto pela literatura e pela música beeem eclética.
É pra quem gosta do melhor amigo.
É pra quem tem uma manicure surda e muda, que é pra não ter que falar demais.
É pra quem insiste em tentar desviar dos obstáculos.
É pra quem fala, com a maior sinceridade do mundo, que essa roupa não combina com você.
Parabéns.
É pra quem fuma cigarro de homem com as unhas minuciosamente bem acabadas.
Pra quem sai do Leblon e vai até a Barra só pra me fazer companhia.
É pra quem liga pra saber como as amigas estão.
É pra quem sabe a dor e a delícia dos cabelos caheados.
É pra quem sabe o que é tomar uma Marguerita Frozen em 2m32s e ficar com dor de cabeça depois.
É pra quem faz Direito, mas só anda com gente de Comunicação.
É pra quem se dá bem com a minha família, da irmã mais nova à avó de 90 anos.
É pra quem compartilha o gosto pela literatura e pela música beeem eclética.
É pra quem gosta do melhor amigo.
É pra quem tem uma manicure surda e muda, que é pra não ter que falar demais.
É pra quem insiste em tentar desviar dos obstáculos.
É pra quem fala, com a maior sinceridade do mundo, que essa roupa não combina com você.
Parabéns.
quinta-feira, 13 de março de 2008
Mais Brincos de Estrela
Tá, eu sei que é tarde pra avisar, mas vai ter outra exibição do Brincos de Estrela hoje, outra vez no Cinerama, cineclube organizado pela galera da UFRJ, que aconte às quintas no Cine Lapa.
O Cine Lapa fica na Mem de Sá, entre o Asa Branca e a Pizzaria Guanabara. A entrada é R$ 5 até as 22h.
Pra quem nem sabe o que é Brincos de Estrela, é o curta da Marcela Bertoletti, que eu produzi.
Segue a ficha técnica:
O Cine Lapa fica na Mem de Sá, entre o Asa Branca e a Pizzaria Guanabara. A entrada é R$ 5 até as 22h.
Pra quem nem sabe o que é Brincos de Estrela, é o curta da Marcela Bertoletti, que eu produzi.
Segue a ficha técnica:
Curta-metragem - Brincos de Estrela
Luanne Araujo
Ana Claudia Castro
Direção:
Marcela Bertoletti
Produção:
Barbara Adams e Eduardo Mendes
Direção de Fotografia:
Mario Cascardo
Direção de Arte:
Manuela Curtiss e Thais Farage
Som:
Eduarda Paz e Priscila Ihara
Edição:
Daniel Madureira, Giuliano Jorge, Ricardo Braúna
Quem chegar até às 22 horas paga 5 reais para entrar. Depois da exibição dos filmes tem DJ nas duas pistas.
Fica aí o trailer pra vocês:
quinta-feira, 6 de março de 2008
o cookie do infortúnio
Sério. Eu estava em casa, quietinha, tentando me concentrar. Hoje estou trabalhando de casa porque... meus óculos ficaram prontos. E isso é motivo de estourar champagne! Estava sem usar óculos há pelo menos um ano, quando meu óculos feitos em 2003 (!!!) sumiram. Basicamente, fiquei cega e só hoje vejo.
Mas não era sobre isso que eu ia falar. O que eu ia dizer é que o orkut está perdendo a linha. Minha sorte do dia é:
"Hoje você vai ver um cookie de sorte que nunca viu antes."
Mas não era sobre isso que eu ia falar. O que eu ia dizer é que o orkut está perdendo a linha. Minha sorte do dia é:
"Hoje você vai ver um cookie de sorte que nunca viu antes."
Sério. Diferente dos horóscopos de jornal, sempre me diverti com a sorte do orkut. Não que eu me guiasse por aquilo, mas sempre consegiu me divertir. mas cookie da sorte? quem disse que eu vou comer chinês hoje?!? E se eu quisesse fazer jejum? Ou comer um prato de massa? Droga, o orkut ganhou. Vou ter que pedir chinês.
quarta-feira, 5 de março de 2008
Sobre brincos de estrela e diz foca
Casa cheia, amigos atrasados e muito, muito nervosismo. Foi assim que começou a noite de quinta-feira, quando eu assisti ao Brincos de Estrela, curta da Marcela Bertoletti que eu mesma produzi, junto com todas as outras pessoas aleatórias que apareceram por lá. Sei que foi lindo. Você entra em um certo estado de torpor quando assiste ao seu filminho - que você viu sendo feito, cena a cena - montado. É a magia do cinema, e viva Meliès! Ainda tem a sensação estranhíssima de ver seu próprio nome no crédito. Parece que, a partir do momento em que o filme está sendo projetado, você já não é mais parte dele. Aquilo passa a ser do público, da tela, sei lá de quem.
Pena que eu não lembro, porque o resto da festa deve ter sido muito legal. Presença em massa de pessoas do além-ponte, tequilas, get over it, mal entendidos, Rolling Stones... Pena que eu não lembro.
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Às vezes eu me sinto meio sozinha na blogosfera, com esse espaço meio à deriva. Por isso é bom encontrar amigos por aqui. Chicão e Bruno Macchiute, ex-colegas de jornal (o glorioso Diz Foca teve... uma edição!), lançam seus desvarios por aí. Aprovado.
Pena que eu não lembro, porque o resto da festa deve ter sido muito legal. Presença em massa de pessoas do além-ponte, tequilas, get over it, mal entendidos, Rolling Stones... Pena que eu não lembro.
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Às vezes eu me sinto meio sozinha na blogosfera, com esse espaço meio à deriva. Por isso é bom encontrar amigos por aqui. Chicão e Bruno Macchiute, ex-colegas de jornal (o glorioso Diz Foca teve... uma edição!), lançam seus desvarios por aí. Aprovado.
domingo, 24 de fevereiro de 2008
o avesso do avesso do acaso do avesso
em frente a um certo bar leblon, uma amiga, dois chopps e a conta. pensei que não podia errar o bar, já que o acaso mal interpretado forçadamente causaria um mal estar. não dei chance pra esse acaso, mas assim mesmo um outro resolveu aparecer na vida, e acabei a noite chez tio sam (estaria ele efetivamente querendo conhecer a nossa batucada? sei nao.) discutindo cinema, "crítica", "pseudo-intelectualismo" e a clássica homens vs mulheres.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

tá bom, já entendi. mas não pense que você me conhece, sabe o que eu penso sobre tudo ou como eu gosto de tomar café. não vai achando que ter convivido por tanto tempo significa alguma coisa ou que conhecer dois ou tres amigos meus do rio te dá a prerrogativa de opinar sobre minhas finanças. prioridade é prioridade, desejo é desejo, vontade é vontade, sacanagem não é nada mais que sacanagem. nem vem com essa, porque o mundo não é plano e as pessoas não se dividem entre bem e mal, uma pessoa não é a mesma sempre e na verdade nem deveria ser. você nunca me viu com raiva, raiva de verdade, nem vai me ver sorrindo pra você de novo tão cedo. não sabe da maravilha que é acordar e passear pelo leblon, e também não sabe que até isso me angustia. nunca me viu fazendo merda e chegando com cara de culpada, tomando cerveja de garrafa em um bar sujo e saindo de lá pra tomar um cosmopolitan, de havaianas e maquiagem. então vai cuidar da sua vida e deixa que da minha cuido eu.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
enquanto eu puder cantar
o que eu queria era gritar bem alto e dizer tudo aquilo que tava engasgado há tanto tempo pra eles todos, coisas que minha diplomacia nunca deixou, dizer que aquilo nao tava legal, que as coisas nao mudam assim desse jeito, que pelo menos respeito é fundamental, que eu nao aguento mais ficar nessa esperando e que um dia eu surto e vou virar aeromoça nos emirados arabes aí ninguém mais vai saber de mim. mas as coisas mudaram, e eu não falei nada disso.
domingo, 27 de janeiro de 2008
Além do que se vê
Há muito tempo, me apropriei da teoria de um amigo que diz que todo mundo tem um talento oculto. Trata-se de alguma coisa que a pessoa faz melhor que qualquer outra pessoa no mundo.
Não serve qualquer um. O talento oculto do Schumacher não é dirigir e o do Diogo Mainardi não é falar besteira, afinal o talento é oculto, e não escancarado.
Também não serve algo que sirva pra alguma coisa. O talento oculto é necessariamente inútil. Tenho um amigo cujo talento oculto é assistir a dois ou mais jogos de futebol na televisão e ir trocando de canal sem nunca perder um gol. Outro arremessa bolinhas de papel nos outros como ninguém.
É tipo o Bradesco que se gaba de ter a maior árvore de natal flutuante do mundo. Como se o mundo inteiro estivesse preocupado em fazer árvores de Natal gigantes.
E o meu talento oculto é... bem, eu aperto a alça do soutien de outrem em lugares públicos, sem que ninguém perceba, de maneira impecável. Será que eu posso trocar?
--------------------------------
Os blocos do Rio estão deixando a desejar no quesito animação. Ah, e essa história de uma música só tinha que parar. Ninguém merece ficar pulando duas horas ao som da MESMA melodia.
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
Feliz Natal!

Como todo ano, acordo em BH com meus primos me chamando. Como todo ano, saio pra fazer as últimas compras antes do almoço com a mulherada da familia, enquanto os homens ficam em casa assistindo televisão. Como todo ano, voltamos e almoçamos. Bastante.
Trocamos presentes, fingimos surpresa com aqueles que nós mesmos escolhemos, sonequinha.
Como todo ano, somos acordados pela vovó. Ajudamos na arrumação da casa, temos que nos arrumar também e ficar cheirosinhos. As pessoas chegam, a vovó puxa uma oração, depois o Pai Nosso e no fim todo mundo canta Noite Feliz. É difícil não rir nessa hora.
De certa forma, é reconfortante fazer tudo sempre igual. E de ano em ano, cresce a certeza de que os mineiros são o povo mais simpático do planeta.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Mais um ano acabando e só se fala nisso.
Retrospectiva 2007 na TV, personalidades do ano na Veja e até os filmes que tiveram a maior bilheteria de janeiro a dezembro.
De uma hora pra outra, fica impossível levar sua vida normalmente como se nada estivesse acontecendo, porque tiram seu livre-arbítrio e você é praticamente obrigado a comparecer a todas as mil confraternizações de fim de ano do grupo de patinação artística até o grupo das pessoas que fazem francês. E o pior: mil amigo ocultos (?!? -plurais estranhos) e todos os parentes chegando no Rio, onde você não pode ficar porque toda a família da sua mãe na verdade é de Minas.
Também é complicado escapar dos balanços individuais e aí a coisa fica feia. Balanço do ano: um estágio legal, um término de relacionamento conturbado, um Festival do Rio, um curso de meditação, algumas cervejas, Nova York, um pré-longa, muitos amigos, poucos amores.
Dada a inevitabilidade do momento presente, me rendo e vou acabar fazendo listinhas de resoluções para 2008 (mas essas são só minhas).
Retrospectiva 2007 na TV, personalidades do ano na Veja e até os filmes que tiveram a maior bilheteria de janeiro a dezembro.
De uma hora pra outra, fica impossível levar sua vida normalmente como se nada estivesse acontecendo, porque tiram seu livre-arbítrio e você é praticamente obrigado a comparecer a todas as mil confraternizações de fim de ano do grupo de patinação artística até o grupo das pessoas que fazem francês. E o pior: mil amigo ocultos (?!? -plurais estranhos) e todos os parentes chegando no Rio, onde você não pode ficar porque toda a família da sua mãe na verdade é de Minas.
Também é complicado escapar dos balanços individuais e aí a coisa fica feia. Balanço do ano: um estágio legal, um término de relacionamento conturbado, um Festival do Rio, um curso de meditação, algumas cervejas, Nova York, um pré-longa, muitos amigos, poucos amores.
Dada a inevitabilidade do momento presente, me rendo e vou acabar fazendo listinhas de resoluções para 2008 (mas essas são só minhas).
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